As 5 principais espécies de eucalipto que você precisa conhecer

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Não se sabe ao certo a data em que as mudas de eucalipto desembarcaram no Brasil pela primeira vez.

Com uma lista extensa de 700 espécies descobertas ao redor do mundo, a árvore começou a ser plantada em terras brasileiras com o objetivo de decorar ambientes e para extração do óleo essencial de suas sementes, também conhecido como “óleo da respiração”, assim batizado por aliviar os sintomas de algumas doenças das vias aéreas, como asma e bronquite.

Ao passo em que começaram a ter mais conhecimento sobre os diversos tipos de eucalipto, foi constatado que cada espécie poderia ser usada como matéria-prima para múltiplas finalidades, sobretudo, como recurso madeireiro.

De qualidade inquestionável, hoje a madeira de eucalipto tem seu uso consolidado para plantios comerciais, e ocupa milhares de hectares de norte a sul, contribuindo para que o Brasil seja reconhecido como um dos países com a maior área de florestas plantadas do mundo.  

Neste post, vamos conhecer as características das espécies de eucalipto campeãs de plantio no país, assim como entender seus benefícios e suas aplicações mais comuns no mercado. Confira!

Quais são as espécies de eucalipto plantadas no Brasil?

Existem centenas de espécies catalogadas de eucalipto — nativas ou oriundas de cruzamentos (Clones) —, porém, nem todas elas podem ser destinadas ao plantio, seja por limitações do solo, restrições climáticas ou por outras especificidades da madeira.

Portanto, devido às características tão distintas das regiões do Brasil, o cultivo das florestas de eucalipto encontra-se distribuído por todo o território nacional por estar sujeito às variáveis de cada local.  

A região Sudeste lidera a eucaliptocultura com 54,2% de área plantada, seguida das regiões Nordeste (16,4%), Centro-Oeste (12,2%), Sul (11,8%) e Norte (5,5%).

Conheça, a seguir, algumas das diferentes espécies de eucalipto que podem ser encontradas em solo brasileiro:

1. Eucalipto cloeziana

Considerada o tipo de eucalipto mais indicado para a construção civil e para o âmbito rural, a cloeziana é uma madeira retilínea, esteticamente bonita e, diferentemente de outras espécies, tem uma densidade mais elevada.

Isso faz com que sua madeira seja resistente, de forma a proporcionar segurança e maior sustentação às construções.  

As aplicações mais comuns da cloeziana são para a confecção de cercas de arame, estábulo, curral, quiosques de praia e até mesmo para construção de casas feitas quase que integralmente de madeira, dentre outras inúmeras finalidades.

As florestas de cloeziana se adaptaram bem ao solo e ao clima de Minas Gerais, e estão concentradas na região de Itamarandiba — considerada a capital brasileira do eucalipto —, Capelinha e Turmalina.

Por isso, dificilmente será possível encontrar madeiras de cloeziana com tamanha qualidade em qualquer outra região do país.

2. Eucalipto grandis

De origem australiana, o eucalyptus grandis é uma das espécies de eucalipto mais plantadas do mundo.

Com um tronco retilíneo, é comumente confundido com o eucalipto saligna, podendo ser identificado somente por quem conhece bem as características de cada espécie.  

É uma árvore muito alta, pode atingir até 55 metros, e também é grossa. De madeira marrom-rosada, se adapta melhor a solos úmidos, bem drenados, profundos e de alta fertilidade.

O eucalipto grandis é suscetível ao cancro do eucalipto — doença fúngica que ocorre quando a região de plantio não é adequada à espécie.

Por ser leve e de fácil manuseio, é utilizada como matéria-prima para serraria e laminação, sendo a principal fonte de papel e celulose do estado de São Paulo.

3. Eucalipto citriodora

Também conhecido como “eucalipto-limão” ou “eucalipto-cheiroso”, o eucalyptus citriodora foi reclassificado como corymbia citriodora.

A referência à fruta cítrica não é à tôa: as folhas das árvores de médio a grande porte exalam um forte odor de limão. Devido a seu agradável cheiro, começou a ser comercializado o óleo de eucalipto citriodora, como substituto do óleo essencial de citronela.

Além do óleo, a madeira também é utilizada para a fabricação de móveis, mourões, biomassa combustível (lenha e carvão) e até para a produção de desinfetantes.

No Brasil, esse tipo de eucalipto pode ser encontrado nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

4. Eucalipto saligna

Assim como o eucalipto grandis, a saligna é uma árvore que atinge grande altura, de até 50 metros, sendo uma das espécies mais plantadas para fins de reflorestamento no país.

Adaptável a regiões de clima tropical e a solos férteis, mais “pesados” e úmidos, a eucalipto saligna é uma madeira fácil de ser trabalhada e de bom acabamento, principalmente para usinagem.

Tem casca lisa, tronco ereto e produz uma madeira de cor vermelha, destinada também para a produção de caibros, vigas, postes, assoalhos, embalagens, mobiliário etc.

O eucalipto dessa espécie ocorre nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, dentre outros.

5. Eucalipto urophylla

Introduzido no Brasil com o nome de eucalipto alba, em 1919, esse eucalipto é matéria-prima para a produção de ferro, aço, papel e celulose.

É uma das maiores árvores de eucalipto, seu tronco pode atingir mais de 50 metros de altura.

A urofila tem baixa resistência à geada, sendo melhor adaptável a regiões de clima tropical ou subtropical, com, preferencialmente, solo bem drenado e com profundidade.

De alto potencial, essa madeira é versátil e resistente ao cancro do eucalipto.

Os tipos de eucaliptos mencionados acima são apenas algumas das espécies mais plantadas no Brasil. Além dessas, destacam-se também, pela qualidade e quantidade de área plantada, as espécies camadulensys, viminalis e dunii.  

É importante lembrar que, independentemente da espécie, usina ou estado do plantio, se o processo de tratamento foi feito corretamente, todas as madeiras de eucalipto terão uma durabilidade de, pelo menos, 15 anos.

Como está o mercado atual para a compra e venda de eucalipto?

Para começar, o preço do eucalipto é altamente competitivo no mercado.

Até mesmo as madeiras oriundas de floresta nativa (virgem ou primitiva) certificadas, podem ter o m³ até seis vezes mais caro que o do eucalipto e, no final das contas, é possível alcançar o mesmo resultado, mas pagando mais barato.

O fato é que a demanda de eucalipto continua crescente, pois, além de se tratar de uma madeira de qualidade e resistência elevadas, ela é economicamente vantajosa para o bolso do produtor e consumidor final, e, ainda, de comercialização 100% legalizada, já que não contribui com o desmatamento das florestas.

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